O filme Mera Coincidência é baseado no livro “American Hero” de Larry Beinhart. Dirigido por Barry Levinson e estrelado por Dustin Hoffman e Robert de Niro, é uma ficção que traz a história de uma disputa eleitoral nos Estado Unidos, em que o atual presidente é o favorito para a reeleição. Nas vésperas do pleito, surge um escândalo sexual envolvendo o presidente e uma amante, o que poderia mudar esse quadro. Isso acaba acarretando no posicionamento da assessoria, que logo pensa em algo para abafar essa situação.
Ames, sua assessora, entra em contato com um grande profissional de marketing, Conrad Bream (Robert De Niro), para lhe ajudar na missão. Depois de pensarem muito, chegaram a uma conclusão, a solução seria criar um assunto no qual desviassem a atenção da mídia e da população, e escondessem o escândalo.
O próximo passo seria o planejamento de um acontecimento importante. Depois de algumas idéias, surge a de criar uma guerra contra a Albânia, mesmo que nenhum albanês estivesse em clima hostil com algum americano, ou coisa parecida. Para produzir esta grande mentira, os assessores chamam produtor de Hollywood, Stanley Moss, interpretado por Dustin Hoffman.
O argumento utilizado para a suposta guerra na Albânia foi o de que o povo queria liberdade. Apesar de o país negar a situação surpreendente, o Presidente disse que resolveria tudo da melhor forma, pedindo calma a todos.
Os profissionais usam os mais variados recursos cinematográficos para dar mais realidade às encenações. As gravações tinham apelo emocional e patriótico.
Um presidiário (interpretado por Woody Harrelson) condenado por estuprar uma freira é contratado para fazer o papel do soldado herói. Ele morre e então encena-se um enterro com direitos a honras militares para causar mais emoção e veracidade.
Uma das cenas notáveis e mais comentadas do filme foi gravada em um estúdio com uma moça americana, interpretando uma albanesa, correndo desesperada, como se fosse uma refugiada de guerra. Depois os produtores editam as imagens, mostrando o que faz lembrar um cenário de guerra, com prédios em ruínas, lugares abandonados, amontoados de escombros e outras imagens chocantes.
O marqueteiro, personagem de Robert De Niro, afirma que o que a televisão transmite é verdadeiro, mesmo sabendo que ele é quem idealiza as informações mentirosas. É aí que entra a discussão que o filme cria, o que é realidade e o que a mídia cria afirmando ser verídico; a manipulação na mente das pessoas deixando-as cegas diante dos fatos.
Além de conseguir desviar a atenção da população, a falsa guerra ajuda a promover politicamente o presidente norte americano que passava a imagem de um governante pacificador.
Por mais que as dificuldades vão surgindo o alvo é desviar a atenção de todos, e preservar a Casa Branca dos possíveis abalos. Dessa forma, cada acontecimento que pareça uma ameaça é contornado pelos personagens com mais mentiras sustentadas como verdade.
No fim, surpreendentemente o produtor percebe que a guerra falsária foi a melhor produção de sua vida e o que ele quer são créditos, não está interessado em um bom cargo público ou dinheiro, mas em reconhecimento pela sua criação. Depois morre misteriosamente.
(por Areuza Oliveira)


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